QUEM SOMOS
A REDE AFRO-ASIÁTICA DE PESQUISADORES
SOBRE A OBRA E A VIDA DE CAMÕES
ESTABELECIDA EM 2020
A REDE CAMÕES NA ÁSIA & ÁFRICA (RCnA&A) é uma plataforma académica criada para reunir os pesquisadores e tradutores que trabalham em estudos avançados sobre a obra de Camões, num espaço geográfico tido até hoje como «periférico» nos estudos camonianos.
Objetivos:
estudar a obra e a vida de Luís de Camões, promovendo e divulgando trabalhos científicos, apoiando novas traduções, organizando congressos periódicos, e lançando outras iniciativas que comprovem o alcance universal da obra do Poeta através da valorização da matriz afro-asiática dos seus escritos.
Foco cultural e geográfico: sendo plurinodal, a Rede está aberta à criação de novos nós, sobretudo nos espaços da Ásia e de África onde Camões passou parte da sua vida criativa, como a Índia, a China, o Sudeste Asiático, a Indochina, o Índico, a Arábia e a África Oriental, e nos quais se inspirou para escrever
Os Lusíadas, as
composições líricas, o teatro e as cartas. Os membros da Rede ou têm proveniência asiática ou africana, ou exercem a sua atividade profissional e de pesquisa num destes dois continentes.
Congressos e eventos: a Rede organizou congressos, como os reunidos na
Indonésia em 2022, em
Macau em 2024, em
Moçambique em 2025 e em
Goa em 2026, para debater pesquisas e análises críticas sobre a obra de Camões, preferencialmente em chave asiática ou africana.
Outras iniciativas realizadas: lançamento em Macau, com o apoio da Fundação Oriente, do livro das Odes de Camões traduzidas para chinês por Zhang Weimin.
Parcerias estabelecidas:
a RCnA&A estabeleceu parcerias com S. M. o Rei e a Casa Real de Ternate, Universitas Indonesia (Jakarta), Universitas Khairun (Ternate), Fundação Rui Cunha (Macau), Fundação Oriente (Macau e Lisboa), Consulado-Geral de Moçambique em Macau (Macau), Universidade Politécnica de Moçambique (Maputo), Universidade Eduardo Mondlane (Ilha de Moçambique), Universidade de Goa (Goa), Instituto Camões (Portugal), e o blogue «Os Portugueses na Ásia» (Singapura).
Financiamentos e patrocínios: para além dos apoios específicos para a realização dos congressos, já reconhecidos nas respetivas páginas, a RCnA&A através dos seus membros obteve financiamento junto da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau para um projeto de pesquisa e de investigação, e junto do Banco Comercial Português (Macau) para a presença online e edições impressas.
REDE CAMÕES
NA ÁSIA & ÁFRICA
UM OLHAR SOBRE CAMÕES A PARTIR DA «PERIFERIA»
A Rede Camões na Ásia & África (RCnA&A) é reconhecidamente a mais ativa e dinâmica plataforma internacional de investigação camoniana da atualidade. Fundada em 2020 e coordenada por investigadores radicados no Oriente, a Rede tem como diretriz descentralizar os estudos camonianos, deslocando o eixo tradicional de investigação Lisboa-Coimbra para os territórios orientais e africanos onde Camões viveu e escreveu grande parte da obra dele.
Com uma forte aposta nos meios digitais, os membros publicam regularmente artigos, ensaios e estudos explorando aspectos históricos e literários da camonologia, frequentemente sob uma perspetiva afro- e asiocêntrica.
A investigação científica promovida pela Rede estrutura-se em quatro pilares fundamentais:
Tradução e filologia intercultural asiática
O marco prático inicial da Rede foi o impulso dado a traduções inéditas e integrais de Camões para as principais línguas do continente asiático, adotando os mais rigorosos critérios filológicos:
Indonésia: Apoio à histórica e pioneira tradução de Os Lusíadas para a língua indonésia (Puisi Lusiadi) realizada por Danny Susanto.
Índia (Kerala e Goa): divulgação do trabalho do tradutor Davees Joseph Chalakkal e análise da recepção do épico em Goa, em língua concanim.
Irão: Divulgação da tradução, edição e aparato crítico do teatro camoniano (Auto chamado dos Enfatriões) para o farsi, conduzida Sabri Zekri Arabzadeh.
Portugal: Equipa constituída com Zhang Weimin para a tradução em chinês mandarim da poesia lírica (odes, éclogas e sonetos) e da prosa de Camões.
A geocrítica e o périplo afro-asiático de Camões
As investigações da Rede também têm incidido sobre a presença do espaço geográfico asiático e africano na cartografia literária camoniana, nomeadamente em estudos monográficos das instâncias em que o poeta descreve os arquipélagos de Ternate, Samatra, Java, a Costa do Malabar, Goa e Macau. Estas e outras pesquisas sustentam que o contacto direto com a geografia, o comércio de especiarias e as culturas asiáticas transformou Camões num pensador universal, focado em temas como a deslocação, o isolamento, a saudade, o destino e o desengano do mundo.
Posteridade e permanência de Camões no Oriente
A Rede promove igualmente investigações fecundas sobre a memória do Poeta na Ásia, por exemplo com estudos sobre a iconografia da Gruta de Camões em Macau (mapeando desde as gravuras europeias do século XVIII até aos cartazes contemporâneos) e o levantamento da memória do Autor em contexto goês.
Ciclo global de Congressos do Meio Milénio
Para propagar esta inovadora produção científica, a RCnA&A atuou como principal entidade organizadora de congressos internacionais que assinalaram efemérides camonianas. A Rede inaugurou mundialmente as celebrações dos 450 anos de
Os Lusíadas
em março de 2022, e em fevereiro de 2024 foi também a primeira à escala global a celebrar os cinco séculos do nascimento de Camões, lançando os três
Congressos Internacionais do Meio Milénio do Nascimento de Camões, um ciclo de reuniões científicas que teve lugar durante o biénio de 2024-2026, em formato itinerante por polos histórico-biográficos vitais de Camões, como Macau, a Ilha de Moçambique e Goa.
REVISTA DE ESTUDOS
CAMONIANOS
INOVAÇÃO E RELOCALIZAÇÃO
A Rede Camões na Ásia & África edita a REVISTA DE ESTUDOS CAMONIANOS, o único periódico científico existente dedicado à vida, obra, fortuna crítica e representações iconográficas e monumentais de Camões.
A Revista nasceu da necessidade de preencher uma lacuna nos estudos hitórico-literários: a urgência do surgimento de uma publicação periódica especializada e permanente focada num dos maiores vultos das letras mundiais.
É uma publicação científica da máxima exigência, com dupla revisão científica sob duplo anonimato.
A linha editorial da Revista de Estudos Camonianos estrutura-se em torno das seguintes dinâmicas científicas e metodológicas:
Descentralização e perspetiva transnacional
Embora acolha contributos de camonistas de todo o mundo (incluindo Portugal e Brasil), a
Revista de Estudos Camonianos destaca-se por deslocar o eixo geográfico tradicional da investigação camoniana, assumindo-se como o principal órgão de registo da produção científica gerada nos territórios afro-orientais por onde o poeta passou e escreveu, nomeadamente das investigações de pesquisadores sediados em Macau, na Índia (Goa e Kerala), Indonésia, e Moçambique.
Eixos temáticos presentes
Os volumes da Revista de Estudos Camonianos dividem-se em secções que contemplam a totalidade do universo camoniano, aliando a erudição clássica a abordagens contemporâneas.
Entre outros temas, têm estado particularmente presentes:
Tradutologia intercultural: reflexão teórica e análise dos desafios estéticos e linguísticos envolvidos na transposição de Camões para as línguas orientais.
Geocrítica e iconografia: Investigações sobre a cartografia poética do Oriente na obra de Camões e o mapeamento das narrativas literárias e visuais sobre o poeta, incluindo monumentos, bustos ou a gruta de Camões em Macau.
Periodicidade e ligação aos congressos
A Revista de Estudos Camonianos publica-se anualmente em fluxo contínuo.
Articulou-se com o Congresso dos 450 anos de 'Os Lusíadas' de 2022, do qual publicou uma seleção de comunicações no número extra de 2026, e com os Congressos Internacionais do Meio Milénio do Nascimento de Camões (2024–2026) — as comunicações mais marcantes e os debates gerados nas etapas dos congressos (Macau 2024, Ilha de Moçambique 2025 e Goa 2026) foram selecionados, duplamente revistos de forma anónima e editados em volumes da revista.
A Revista de Estudos Camonianos é hoje o mais estimulante reflexo
do estado da arte do camonismo mundial.
ENCICLOPÉDIA
CAMÕES
O UNIVERSO DA RECEÇÂO DE CAMÕES
A ENCICLOP´ÉDIA CAMÕES é editada por José Carlos Canoa, membro da Rede Camões na Ásia & África.
É o repositório abrangente e exaustivo da receção universal de Camões.
Mantém uma página de interação com os leitores em LUÍS DE CAMÕES NO FACEBOOK.
Destaque para a «Agenda Camões 500 anos» o arquivo histórico das celebrações do V Centenário do Nascimento do Poeta.
EDIÇÃO DIGITAL
BILINGUE
JÁ COMPLETAS AS ODES E AS CANÇÕES, EM SEGUIDA SERÃO EDITADAS AS CARTAS
Dotado de fundos para a pesquisa da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM), o projeto da EDIÇÃO DIGITAL BILINGUE DA OBRA DE CAMÕES iniciou-se em 2025.
Tem como objetivo a tradução integral da obra lírica e epistolar de Camões para chinês, tarefa de que se encarregou o veterano tradutor Zhang Weimin.
Para este projeto Felipe de Saavedra compôs paráfrases em prosa de todas as composições, que são instrumento indispensável tanto para a presente tradução como para quaisquer outras iniciativas futuras similares em outras línguas.
O comentário detalhado está em elaboração, e será publicado em janeiro de 2027.
CAMÕES: UMA VIDA
EM IMAGENS
SEGUNDO AS MAIS AVANÇADAS FERRAMENTAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA A RECONSTITUIÇÃO HISTÓRICA COM FINS DIDÁTICOS
Com suporte de imagem fixa e de vídeo, esta EXPOSIÇÃO VIRTUAL percorre os momentos mais icónicos da vida de Camões, esclarecendo aspetos cronológicos e biográficos.
O CICLO GLOBAL DE
CONGRESSOS
A MAIOR INICIATIVA CIENTÍFICA INTERCONTINENTAL PARA A CELEBRAÇÃO DO MEIO MILÉNIO DE CAMÕES
Um memorável convénio itinerante com a duração de três anos consecutivos, OS CONGRESSOS CAMONIANOS ORIENTAIS DA RCnA&A abrangeram fisicamente a Ásia e a África, e reuniram mais de 70 comunicações originais provenientes de quatro continentes, muitas delas entretanto publicadas nas Atas do Congresso de Macau e na Revista de Estudos Camonianos.
Danny Susanto foi responsável pela primeira tradução de Os Lusíadas para indonésio, celebrada como um feito cultural e filológico de regresso a casa do poema épico, cujos primeiros cantos foram iniciados precisamente durante a estadia do Poeta na ilha de Ternate, no Maluku (Indonésia). No plano teórico, tem investigado o processo de transposição linguística e os obstáculos de equivalência cultural ao verter deuses olímpicos, divindades marinhas e figuras infernais clássicas para uma língua e uma matriz cultural e religiosa tão distante da de Camões como é a da Indonésia contemporânea.
LIVROS
- (2022) SUSANTO, DANNY - Puisi Lusiadi, tradução de Os Lusíadas para indonésio por Danny Susanto, Prefácio de Felipe de Saavedra, Jakarta: Yayasan Pustaka Obor Indonesia.
ARTIGOS
- (2025) SUSANTO, DANNY - A tradução de termos mitológicos de ‘Os Lusíadas’ para o indonésio, Revista de Estudos Camonianos 1, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 47-56. https://camonianos.pt/numero-1-2025. ISSN: 3134-7223.
- (2025) SUSANTO, DANNY - Ecos através das culturas, Traduzindo o épico 'Os Lusíadas' para os leitores indonésios, in Felipe de Saavedra, ed., Atas do I Congresso Internacional do Meio Milénio de Camões, Macau 24-25 de fevereiro de 2024, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 114-124.
- (2020) SUSANTO, DANNY - Puisi Pertama Tentang Sumatera, Tiras Times, 24.11.
- (2020)
SUSANTO, DANNY -
Puisi Pertama Tentang Sumatera,
RMBooks, 30.11.
Davees Joseph Chalakkal realizou a tradução integral de Os Lusíadas para malayalam. Refletiu sobre os desafios filológicos e as barreiras linguísticas e culturais ao transpor a estrutura poética, as rimas e as referências geopolíticas do português quinhentista para o ecossistema cultural e linguístico de Kerala. É um especialista de referência sobre a presença portuguesa no Malabar, em especial em Cochim. Em trabalhos científicos recentes confrontou a narrativa ficcional e mitológica criada por Camões em Os Lusíadas com as crónicas históricas e os relatos de viagem escritos no século XVI sobre Cochim e a região do Malabar, traçando a linha que separa o mito literário da realidade dos factos históricos.
LIVROS
- (2016) CHALAKKAL, DAVEES JOSEPH - Lusiadukalude Ithihasam [A Epopeia dos Lusíadas], tradução de Os Lusíadas para malayalam, Thrissur: Current Books.
ARTIGOS
- (2025) CHALAKKAL, DAVEES JOSEPH - Traduzir Camões em Kerala, in Felipe de Saavedra, ed., Atas do I Congresso Internacional do Meio Milénio de Camões, Macau 24-25 de fevereiro de 2024, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 125-129.
- (2023) CHALAKKAL, DAVEES JOSEPH - O primeiro contato dos portugueses com a Índia: estudo comparativo entre 'Os Lusíadas' e alguns relatos históricos quinhentistas, Revista Desassossego 29, vol. 15, 57-86.
Felipe de Saavedra desempenha um papel decisivo nos Estudos Camonianos, com um ambicioso projeto filológico de recuperação da prosa camoniana, focado na crítica textual, ecdótica, filologia e análise de fontes clássicas e renascentistas de Camões. Publicou investigação pioneira sobre as composições religiosas do Poeta, expandindo o perfil de Camões como compositor de hinos sacros. No domínio do trabalho colaborativo, tem promovido ativamente a difusão da obra de Camões no Oriente, tendo assinado o prefácio da tradução indonésia de Os Lusíadas por Danny Susanto e iniciado a publicação da obra completa de Camões traduzida para chinês mandarim por Zhang Weimin, para a qual compôs paráfrases em prosa das odes e das canções de Camões. Dinamizou quatro congressos camonianos e é o editor responsável da Revista de Estudos Camonianos.
LIVROS
- (2026) CAMÕES, LUÍS DE - As canções de Camões, organização e paráfrases por Felipe de Saavedra, tradução para chinês simplificado por Zhang Weimin, Macau.
- (2026) CAMÕES, LUÍS DE - As odes de Camões, organização e paráfrases por Felipe de Saavedra, tradução para chinês simplificado por Zhang Weimin, Macau.
- (2024) CAMÕES, LUÍS DE - Aquileida, a trilogia de Aquiles e mais onze odes de Luís de Camões, nova edição integral e ilustrada, organização cronológica, introdução e paráfrases por Felipe de Saavedra, Macau: Rede Camões na Ásia & África.
- (2022) CAMÕES, LUÍS DE - Epistolário Magno de Luís de Camões, edição por Felipe de Saavedra, Amadora: Canto Redondo.
ARTIGOS
- (2025) SAAVEDRA, FELIPE DE - Um vilancete recém-divulgado de Luís de Camões, Boletim de Estudos Clássicos 70, Coimbra: Universidade de Coimbra, 141-178.
- (2025) SAAVEDRA, FELIPE DE - A poesia e os astros em Camões, in Felipe de Saavedra, ed., Atas do I Congresso Internacional do Meio Milénio de Camões, Macau 24-25 de fevereiro de 2024, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 31-56.
- (2025)
SAAVEDRA, FELIPE DE -
La oda “Fora conveniente” de Luís de Camões,
Janus. Estudios sobre el Siglo de Oro 14, A Coruña: SIELAE y Servicio de Publicaciones de la Universidade da Coruña, España, 1-37.
- (2022)
SAAVEDRA, FELIPE DE -
'Os Lusíadas' regressam à Indonésia, prefácio a
Puisi Lusiadi, ix-xxx.
DIGITAL
- (2025) SAAVEDRA, FELIPE DE - As odes de Camões; As canções de Camões, paráfrases em prosa poética, edição digital bilingue da obra de Camões, Rede Camões na Ásia & África.
Irene Silveira Almeida tem-se dedicado a pesquisas na área da literatura comparada, analisando a presença de Camões na Índia e a receção de Camões na literatura francesa. Usa uma abordagem intercultural e comparatista, integrando a literatura de Camões em diálogos com a Ásia e com a tradição literária europeia. Em pesquisas conjuntas com Loraine Barreto-Alberto, analisou a forma como a própria Índia foi delineada na poesia camoniana e, inversamente, como a imagem pública e os monumentos dedicados a Camões foram integrados e ressignificados no universo cultural e espacial goês.
ARTIGOS
- (2026) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA & LORAINE ETHEL BARRETO ALBERTO - Contrasting Portraits of Luís de Camões with Shailesh Dabholkar’s Vision, IIS University Journal of Arts 15-1, Jaipur, 529-538.
- (2025) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA - ‘Aquela cativa’, de Camões, e ‘À une dame créole’, de Baudelaire: exotismo e cativeiro emocional, Revista de Estudos Camonianos 1, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 23-30. https://camonianos.pt/numero-1-2025. ISSN: 3134-7223.
- (2025) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA & LORAINE ETHEL BARRETO ALBERTO - Encontro com o Monçaide, as encruzilhadas culturais na tradução de Olivinho Gomes d’‘Os Lusíadas’ para o concanim, in Felipe de Saavedra, ed., Atas do I Congresso Internacional do Meio Milénio de Camões, Macau 24-25 de fevereiro de 2024, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 104-113.
- (2025) ALBERTO, LORAINE ETHEL BARRETO & IRENE SILVEIRA ALMEIDA - Camões Day in Goa: Legacy and Commemoration, Revista da Casa de Goa 35 (2.a série), Lisboa, 22-30.
- (2025) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA & LORAINE ETHEL BARRETO ALBERTO - Representações visuais de Camões na paisagem histórica de Goa, in AAVV., 500 | 100 Meio milénio do nascimento de Camões, Um século da morte de Teófilo Braga, Amares: Centro de Estudos Mirandinos, 39-53. ISBN: 978-989-35219-3-9.
- (2024) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA & LORAINE ETHEL BARRETO ALBERTO - Tracer les contours de l’Inde dans le poème épique de Louis Camoens, Os Lusiadas (Les lusiades), Caraivéti: Démarche de Sagesse, VII-2, 17-22. ISSN: 2456-9690.
- (2023) ALBERTO, LORAINE ETHEL BARRETO & IRENE SILVEIRA ALMEIDA - D’Os Lusíadas a Luzitayonn: uma análise do Canto VII da epopeia de Camões, e da sua tradução concanim por Olivinho Gomes, Revista Desassossego 29, vol. 15, 310-328.
José Carlos Canoa pesquisa a história editorial, a fortuna crítica e as representações iconográficas de Camões, com especial atenção à presença histórica do poeta em Macau. É o compilador e editor da monumental Enciclopédia Camões (e-Cam), repositório universal de informações sobre a receção da vida e da obra do Poeta. Tem também resgatado a tradição dos estudos camonianos em Macau, com particular referência ao historiador Luís Gonzaga Gomes, e procedeu a um levantamento exaustivo das representações iconográficas da Gruta de Camões desde os primeiros desenhos, gravuras e aguarelas feitos por artistas das missões diplomáticas europeias até à atualidade.
ARTIGOS
- (2026) CANOA, JOSÉ CARLOS - As grandes coleções camonianas dos séculos XIX e XX, Revista de Estudos Camonianos Núm. Extra, «Ternate 2022», Macau: Rede Camões na Ásia & África, 73-103. https://camonianos.pt/numero-2-2026. ISSN: 3134-7223.
- (2025) CANOA, JOSÉ CARLOS - O livro perdido de Camões na ficção contemporânea, Revista de Estudos Camonianos 1, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 31-46. https://camonianos.pt/numero-1-2025. ISSN: 3134-7223.
- (2025) CANOA, JOSÉ CARLOS - Luís Gonzaga Gomes, o camonista de Macau, in Felipe de Saavedra, ed., Atas do I Congresso Internacional do Meio Milénio de Camões, Macau 24-25 de fevereiro de 2024, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 90-103.
eDITOR
- (2014-) CANOA, JOSÉ CARLOS - Enciclopédia Camões Online.
KENNETH DAVID
JACKSON
Kenneth David Jackson dirigiu um projeto pioneiro de preservação e análise filológica comparada, Camões and the First Edition of The Lusiads, 1572. Tem-se ocupado do lugar da estrutura retórica e poética na lírica de Camões, analisando como o contacto com a geografia e as culturas asiáticas aprofundou as reflexões do Poeta sobre o exílio, o desengano e as ambiguidades morais do tempo em que viveu, transformando-o num pensador de alcance universal. É também autor de diversos estudos sobre etnografia e musicologia da Ásia portuguesa.
CD-ROM
- (2003) JACKSON, KENNETH DAVID - Camões and the First Edition of the Lusiadas, 29 versions of the first edition of Camões’ Os Lusíadas, provided by libraries and collections from 8 countries, Universidade de Yale.
LIVROS
- (2005) JACKSON, KENNETH DAVID - As marcas do império marítimo português na Índia e no Sri Lanka, Ericeira, Portugal: Mar de Letras.
ARTIGOS
- (2026) JACKSON, KENNETH DAVID - ‘Desta barra fora’: canções tradicionais de comunidades indo-portuguesas, Revista de Estudos Camonianos 2, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 27-34. https://camonianos.pt/numero-2-2026. ISSN: 3134-7223.
- (2025) JACKSON, KENNETH DAVID - As perguntas de Camões, Convergência Lusíada número especial, Rio de Janeiro, 167-179.
- (2014) JACKSON, KENNETH DAVID - Camões and the first edition of 'The Lusiads', In María Ángeles Fernández Cifuentes, ed. El sol de los talleres: Estudios en homenaje a Stanislav Zimic, Newark, Delaware: Juan de la Cuesta, 113-127.
- (2004) JACKSON, KENNETH DAVID - As perguntas sem resposta de Camões, Revista Camoniana 16, 3a. série, Bauru, S.P., 53-70.
- (2004) JACKSON, KENNETH DAVID - Camões’s Unanswered Question, AAVV. A primavera toda para ti: Homenagem a Helder Macedo, Lisboa: Presença, 87-96.
- (1998) JACKSON, KENNETH DAVID - Utopia and Identity in the Voyages: Camões between India and Portugal, Arquivos do Centro Cultural Calouste Gulbenkian: Homenagem a Maria de Lourdes Belchior XXXVII, Lisboa-Paris: Centro Cultural Calouste Gulbenkian, 185-194.
- (1980) JACKSON, KENNETH DAVID - Alabaster and Gold: A Study of Dialectics in 'Os Lusíadas', Luso-Brazilian Review 17-2, 198-206.
Loraine Ethel Barreto-Alberto desenvolve investigação em temas da cultura indoportuguesa, com foco na presença de Camões na literatura goesa. Numa vertente interdisciplinar que cruza a história da arte com a literatura, dedicou-se ao mapeamento visual do Poeta no subcontinente indiano, investigando a presença de monumentos, bustos, pinturas e marcas arquitetónicas camonianas na região, e desenvolveu leituras comparatistas entre a lírica de Camões e a poesia goesa, avaliando como a receção do Autor foi sendo modificada ou apropriada localmente ao longo dos séculos.
ARTIGOS
- (2026) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA & LORAINE ETHEL BARRETO ALBERTO - Contrasting Portraits of Luís de Camões with Shailesh Dabholkar’s Vision, IIS University Journal of Arts 15-1, Jaipur, 529-538.
- (2025) ALBERTO, LORAINE ETHEL BARRETO - A marca duradoura das mulheres marginalizadas em Camões, Gracias e Mendonça, Revista de Estudos Camonianos 1, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 9-22. https://camonianos.pt/numero-1-2025. ISSN: 3134-7223.
- (2025) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA & LORAINE ETHEL BARRETO ALBERTO - Encontro com o Monçaide, as encruzilhadas culturais na tradução de Olivinho Gomes d’‘Os Lusíadas’ para o concanim, in Felipe de Saavedra, ed., Atas do I Congresso Internacional do Meio Milénio de Camões, Macau 24-25 de fevereiro de 2024, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 104-113.
- (2025) ALBERTO, LORAINE ETHEL BARRETO & IRENE SILVEIRA ALMEIDA - Camões Day in Goa: Legacy and Commemoration, Revista da Casa de Goa 35 (2.a série), Lisboa, 22-30.
- (2025) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA & LORAINE ETHEL BARRETO ALBERTO - Representações visuais de Camões na paisagem histórica de Goa, in AAVV., 500 | 100 Meio milénio do nascimento de Camões, Um século da morte de Teófilo Braga, Amares: Centro de Estudos Mirandinos, 39-53. ISBN: 978-989-35219-3-9.
- (2024) ALMEIDA, IRENE SILVEIRA & LORAINE ETHEL BARRETO ALBERTO - Tracer les contours de l’Inde dans le poème épique de Louis Camoens, Os Lusiadas (Les lusiades), Caraivéti: Démarche de Sagesse, VII-2, 17-22. ISSN: 2456-9690.
- (2023) ALBERTO, LORAINE ETHEL BARRETO & IRENE SILVEIRA ALMEIDA - D’Os Lusíadas a Luzitayonn: uma análise do Canto VII da epopeia de Camões, e da sua tradução concanim por Olivinho Gomes, Revista Desassossego 29, vol. 15, 310-328.
Sabri Zekri Arabzadeh traduziu para farsi o Auto dos Enfatriões, ocupando-se da receção, tradução e difusão do teatro camoniano no Irão. Analisou a obra do Poeta sob uma perspetiva intercultural e asiática. Cruzou a sua formação em encenação teatral com a literatura, estudando a aproximação das técnicas cénicas de Camões (e de Gil Vicente) com as formas performativas tradicionais do Irão, e defendendo que as temáticas universais da comédia camoniana podem ser compreendidas através de códigos artísticos orientais.
LIVROS
- (2023) CAMÕES, LUÍS DE - Auto chamado dos Enfatriões, edição, tradução, introdução e notas de Sabri Zekri Arabzadeh, Tehran: Shab-e Sher, «Portuguese Theatre» II.
ARTIGOS
- (2023) ZEKRI ARABZADEH, SABRI - Por que traduzir Camões para farsi?, Revista Desassossego 29, vol. 15, 480-495.
Zhang Weimin estabeleceu uma das mais importantes e longevas pontes literárias entre a China e o mundo lusófono. Com mais de 40 anos dedicados à obra de Camões, foi o primeiro tradutor a verter Os Lusíadas na íntegra para chinês mandarim, numa elogiada recriação estética conjugada com o rigor interpretativo. Atualmente dedica-se à tradução integral da lírica e prosa de Camões. Em intervenções académicas em Macau tem partilhado as complexidades inerentes à transposição do ritmo clássico português para o chinês, defendendo uma metodologia de tradução flexível, e orientando os estudantes a lerem o texto original português, a pesquisarem as alusões à cultura greco-romana, e a usarem sensibilidade poética para entender o humanismo e o tom existencial de Camões.
LIVROS
- (2026) CAMÕES, LUÍS DE - As canções de Camões, organização e paráfrases por Felipe de Saavedra, tradução para chinês simplificado por Zhang Weimin, Macau.
- (2026) CAMÕES, LUÍS DE - As odes de Camões, organização e paráfrases por Felipe de Saavedra, tradução para chinês simplificado por Zhang Weimin, Macau.
- (2024) CAMÕES, LUÍS DE - Aquileida, a trilogia de Aquiles e mais onze odes de Luís de Camões, nova edição integral e ilustrada, tradução para chinês mandarim por Zhang Weimin, Macau: Rede Camões na Ásia & África.
- (2019) CAMÕES, LUÍS DE - A Canção dos Lusitanos, tradução de Os Lusíadas para mandarim por Zhang Weimin, Chengdu: Sichuan Literature and Art Publishing House / Macau: Instituto Cultural.
- (2014) CAMÕES, LUÍS DE - 100 Sonetos de Camões, tradução para mandarim por Zhang Weimin, Macau: Instituto Cultural.
ARTIGOS
- (2023) WEIMIN, ZHANG - Já não vivi em vão / Traduzi bem uma canção, Revista Desassossego 29, vol. 15, 433-479.
ENTREVISTA
- (2024) WEIMIN, ZHANG - Entrevista - A tradução não é só razão, é também emoção, Ponto Final, Macau, 01.03, 4-5.
DIGITAL
- (2025) WEIMIN, ZHANG - As odes de Camões; As canções de Camões, edição digital bilingue da obra de Camões, Rede Camões na Ásia & África.


























